
Pneu furado: reparo ou substituição? Saiba qual é a melhor opção!
O pneu furou! E agora, o que fazer: substituir ou consertar? Para o primeiro momento, a resposta é simples: trocar pelo estepe. Mas e depois, em longo prazo? Poucos sabem, mas não são só o tamanho ou o tipo do estrago que devem influenciar essa decisão.
Para não virar sócio de uma borracharia e, pior, brincar com a sorte, é importante escolher o conserto adequado, quando há problemas com os pneus. Ainda assim, não são todas as avarias que podem ser reparadas.
Além do tamanho do furo, um fator que determina se um pneu pode ou não ser recuperado é o tipo dele. Nos com índice de velocidade T, por exemplo, que são os mais comuns, adequados para até 190 km/h, é possível reparar perfurações de até seis milímetros na banda de rodagem e de até três milímetros nos flancos (nas laterais). Se o dano for superior a essas medidas, o dono do veículo terá de substituir o pneu.
Se o seu carro tem pneus com índice W (limite de até 270 km/h), você também pode reparar a banda de rodagem, desde que a perfuração não exceda três milímetros. Se os flancos forem atingidos, esqueça. O certo, nesse caso, é trocar o pneu. Já os pneus do tipo Y, que resistem até 300 km/h, não podem passar por nenhum tipo de conserto.
Independentemente do índice de velocidade dos pneus, é preciso ficar atento também ao tipo do estrago. Se a banda de rodagem ou os flancos sofrerem cortes, por exemplo, não tem jeito. Só trocando mesmo! Até porque, nesse caso, a estrutura do pneu foi danificada.
Para o caso de você vir a se tornar vítima de um prego e for possível fazer reparos nos pneus do seu carro, confira três das técnicas de conserto mais comuns no mercado:
Macarrão ou refil
Esta é a opção mais simples e barata. Porém, ela também é (ou deveria ser) provisória, apenas para que o condutor tenha condições de levar o veículo, rodando, até um local que faça o conserto mais adequado. Neste quebra galho, o furo é preenchido com um pedaço de elástico, sem que o pneu precise ser desmontado.
Ao optar por esta técnica, fique atento! Com o tempo, a perda da capacidade de vedação pode causar infiltrações que vão, aos poucos, danificando a resistência do aço da estrutura do pneu.
Manchão ou plugue
A técnica de conserto mais usada nas borracharias, inclusive em cima do macarrão, para evitar vazamentos, exige que o pneu seja desmontado. Ela consiste na aplicação de uma espécie de adesivo, pela parte de dentro do pneu, em cima da área danificada.
Manchão combinado
Mais indicada pelos fabricantes e utilizada por centros automotivos, esta opção de reparo também exige o desmonte do pneu. Nela, são usadas uma haste para preencher o furo e uma base para vedar o lado de dentro do pneu.
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