
1. Memorize a placa do carro
Essa deve ser sempre a primeira medida a ser tomada. Caso o atropelador fuja ou dê informações falsas, será possível identificá-lo. Mas não confie apenas na sua memória: assim que puder, anote a placa no celular ou escreva em algum lugar.
2. Chame a polícia ou os bombeiros
Não deixe de chamar socorro. Os telefones são 190 para a Polícia Militar e 193 para os Bombeiros. Se você estiver numa rodovia, ligue para a Polícia Rodoviária: 198 em estradas estaduais e 191 nas federais (ou ligue para o telefone de emergência da concessionária que administra a rodovia).
Essa chamada é importante, porque acidentes com vítima precisam do BRAT (Boletim de Registro de Acidentes de Trânsito). Sem o BRAT, você terá sérias dificuldades para receber o seguro DPVAT, que é um direito de vítimas de acidente de trânsito, e há grandes chances do pedido ser indeferido.
Mas se não conseguir obter o BRAT, vá até a delegacia o quanto antes e faça um BO (Boletim de Ocorrência), para tentar dar entrada no DPVAT com ele. E você também precisará do BO para obter do motorista o ressarcimento de danos e despesas médicas, caso precise fazer isso pelas vias legais.
3. O prejuízo é do atropelador
Mesmo que a pessoa que te atropelou seja solícita, deixe claro que ela arcará com seu prejuízo. O conserto da bicicleta, por exemplo, é de responsabilidade do atropelador, assim como as despesas médicas.
Mas não deixe a conversa esquentar por causa disso: se o atropelador se exaltar, encerre dizendo que quem vai decidir é a justiça e vá atrás de seus direitos (veja no box do final da página). Nessas horas, qualquer discussão acalorada tem o potencial de resultar em agressão física.
4. Pegue contatos do motorista e de testemunhas
Tente pegar telefone e nome completo do motorista, além da placa do carro. Isso vai ajudar no caso de um processo criminal.
Também é muito importante ter o contato de testemunhas oculares, para o caso de um processo ser aberto contra o atropelador. Principalmente se você optar por abrir um BO na delegacia. Explique às pessoas que você precisará da ajuda delas contando o que viram, para o motorista não inventar uma versão diferente dos fatos depois.
5. Tire fotos do local
Fotografe a bicicleta, seus ferimentos e o carro atropelador. Essas fotografias poderão ser anexadas a um possível processo, ajudando a demonstrar o que aconteceu. Se o motorista estiver lhe ameaçando, filme discretamente.
Tire fotos não apenas dos danos, mas da posição dos veículos e de possíveis marcas de freada. Faça uma foto de uma distância maior, mostrando também o entorno.
6. Ande sempre com documentos
Parece uma dica boba, mas quem nunca saiu sem levar documentos? Em caso de acidente você vai precisar deles, leve sempre com você.
7. Faça exame no IML
É importante fazer o exame de Corpo de Delito o mais rápido possível após o acidente. Uma dica: o horário mais vazio costuma ser aos domingos, depois das 15h.
Se você tiver feito exames em um hospital, como Raio-X, guarde os resultados, podem ser úteis em caso de processo.
8. Dê entrada no seguro DPVAT
O seguro DPVAT é um direito de todas as vítimas do trânsito e você não precisa de intermediários para recebê-lo.
Você precisará dos seguintes documentos:
Boletim de Registro de Acidentes de Trânsito (BRAT)
RG da vítima
CPF da Vítima
Relatório do IML
Comprovantes das despesas médico-hospitalares
Notas fiscais das farmácias e receituário médico
Documentos que confirmem seus dados bancários
Formulário de autorização de pagamento
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Telefone: (011) 5052.3333
WhatsApp: (011) 95001.7337
Email: [email protected]
Rua Alexandre Dumas, nº 1369, Loja 1 – Chácara Santo Antônio
